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Wednesday, November 28, 2007

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© Gonçalo Gaioso





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Tänzerin: o du Verlegung
alles Vergehens in Gang: wie brachtest du's dar.


Rainer Maria Rilke,
aus Die Sonette an Orpheus, Zweiter Teil, XVIII, 1922.






Bailarina: ó transposição

do efémero em passagem: que oferenda a do teu voo.


Vasco Graça Moura, Bertrand, 2007.





Dancer: oh you transition
of all that's transient into action: you did it here!


translated by H. Landman



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2 comments:

A. said...

...qualquer coisa estranha no meu peito magro se inclina a fechar-me em cova, como se o sonho estivesse nas minhas mãos e os olhos se fechassem por mim adentro. qualquer coisa faz com que me abracem os joelhos na estranheza do gesto, sem verem como estão feridos...


garras da ave que se deita no meu peito e se curva a debicar, como se o sonho fosse uma estrada sem saída, e me trouxesse o tempo certo pra ver o meu caminho fechar-se mar adentro. qualquer coisa faz com que me beijem os joelhos na frieza do gesto, sem verem como são feridos nessa imagem que me embala, como se não partilhássemos a mesma dor, dia a dia, num caminho que me trava os passos... como se o sonho fosse o silêncio minha alma adentro.




...e o que dizer, meu amigo?








que é entre o espaço ...


...


...



...


...


...


...que Ele, está sempre a mais. o Pato.




e humilde.mente me curvo...

muito obrigada.

A. said...

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Lascia ch’io pianga
Mia cruda sorte
E che sospire la libertá!

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