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Saturday, August 2, 2008

2. tu n'as rien vu à Hiroshima

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1 comment:

A. said...

"Ela – Encontro-te.
Lembro-me de ti.
Quem és tu?
Matas-me.
Fazes-me bem.
Como havia eu de imaginar que esta cidade era feita á medida do amor?
Como havia eu de imaginar que tu eras feito à medida do meu próprio corpo?
Agradas-me.
Que acontecimento.
Agradas-me.
Que súbita lentidão.
Que doçura.
Não fazes ideia.
Matas-me.
Fazes-me bem.
Tenho tempo.
Peço-te.
Devora-me.
Deforma-me até á fealdade.
Porque não tu?
Porque não tu, nesta cidade e nesta noite, igual às outras ao ponto de nos enganarmos?
Peço-te…"



Marguerite Duras
(Hiroshima meu amor)

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...um encontro de dias, uma paixão de dias com hora marcada para terminar, dois seres com vidas próprias que se iriam manter... e a paixão absoluta.

...a que não pode resistir a vidas próprias e a futuros.a de um momento....paixão que não se pode tranpôr para futuros nem para vidas, transcende uns e outros, vive por si, não vale uma vida...

... é uma vida!


e um beijo.meu.
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